Categoria Post Cabeça

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Sobre a crise financeira!

5 fev 2009 Em: Post Cabeça

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John comprou uma casa no começo dos anos 90 por 300 mil dólares, financiada em 30 anos. Em 2006 a casa do John tinha valorizado e estava valendo 1,1 milhão de dólares. Uma valorização fantástica.

Mesmo ainda faltando 20 anos para quitar a casa, um banco perguntou pro John se ele não queria uma grana emprestada, algo como 800 mil dólares, ou seja, uma segunda hipoteca. Ele aceitou o empréstimo e fez a nova hipoteca.

John não precisava do dinheiro, pois tinha um emprego estável , morava numa simpática casa no subúrbio de uma grande cidade, mas como todo americano, não podia escutar a palavra “crédito”.
Com os 800 mil dólares – e ainda sem saber o que fazer com esse dinheiro -, John soube por um amigo que o mercado imobiliário continuava valorizando. Era construir, anunciar, vender e lucrar. Um ótimo negócio e, como disseram pro John, não havia risco.
John comprou 3 casas em construção, na parte mais nobre da cidade, dando como entrada 300 mil dólares e imediatamente fez mais 3 hipotecas, uma pra cada casa. Porém, no acordo feito, o valor recebido pelas 3 hipotecas era pequeno, mas suficiente para terminar a construção dos imóveis.

A diferença, 500 mil dólares, que John recebeu pela primeira hipoteca, gastou mais ou menos assim:

> Se deu de presente um automóvel de luxo novo (alemão)

> Comprou uma SUV – automóvel utilitário – (também alemã) top de linha e superequipada para sua mulher

> Deu um carro (japonês) para cada filho.

> Equipou a casa com o que existia de mais moderno: TV de plasma (coreana) de 60 polegadas para cada quarto da casa, além de uma para a sala.

> Instalou sistemas digitais que deixaram a casa inteligente

> Presenteou cada membro da família com notebooks sofisticadíssimos (chineses)

> Colocou um home theater de última geração (holandês) inteiramente digital

> Instalou uma jacuzzi (vietnamita) para a suite do casal pelo valor de 30 mil dólares
Realizou também seu grande sonho de viagem: ir a Paris e ficar hospedado no Ritz pagando 600 euros a diária. Mesmo estando na cidade e tendo à disposição os melhores restaurantes do mundo e com grana – emprestada, é bom lembrar – no bolso, John não abria mão do seu hambúrguer no jantar.
Tudo comprado em longas prestações, com entradas bem pequenas, tudo a crédito. Uma farra.

A esposa do John, deslumbrada com a repentina ascensão social, abusou dos 28 cartões de crédito que possuía.
Aproveitou também para fazer algumas cirurgias plásticas. “Seus seios ficaram lindos”, dizia John todo orgulhoso.

John era o sonho americano em forma de pessoa.

O tempo passou. O tempo, esse malvado, sempre passa. . . No começo de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam caindo.
As casas que John tinha comprado e estavam em fase final de construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham liquidez. O negócio que John tinha se metido era refinanciar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas em começo de construção e revendê-las com lucro, repassando as hipotecas.

Fácil. Parecia fácil. Sempre parece fácil. Só havia um probleminha com o negócio do John: todo mundo teve a mesma idéia ao mesmo tempo.

As taxas de juros das hipotecas que John pagava começaram a subir (eram pós- fixadas) e John percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre. Milhões tiveram a mesma idéia de John. Tinha casa pra vender como nunca.
John foi agüentando as prestações da sua casa refinanciada, mais as das 3 casas que ele comprou para revender, mais as prestações dos carros, dos notebooks, das tv de plasma, da jacuzzi milionária, do home theater e dos cartões de crédito. E tinham também as plásticas. Aquelas “dos seios lindos”, lembra?
Aí as casas que John comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande parcela.
Só que John tinha gasto o dinheiro. No momento da parcela maior, John achava que já teria revendido os 3 imóveis.
Mas os compradores tinham desaparecido.

John se danou
Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa que ele morava e das 3 casas que ele havia comprado como investimento.
John começou a não pagar suas milhares de contas.
Os bancos ficaram sem receber de milhões de especuladores iguais ao John. E também das milhões de pessoas que compraram essas casas dos que tiveram a idéia antes do John.
John optou pela sobrevivência da família.
John entregou aos bancos as 3 casas que comprou , perdendo tudo que tinha investido.

John quebrou

Ele e sua família pararam de consumir. Um sem número de Johns deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseados nos preços dos imóveis.

Os bancos haviam transformado os empréstimos de milhões de Johns em títulos negociáveis. Com a inadimplência dos Johns, esses títulos passaram a valer pó.

Bilhões e bilhões em títulos passaram a valer nada e eles estavam disseminados por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos.

Os imóveis eram as garantias dos empréstimos, mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço que esses imóveis não valiam mais. Os preços dos imóveis eram uma bolha, um ciclo que não se sustentava.

A inadimplência dos milhões de Johns atingiu fortemente os bancos americanos e europeus que perderam centenas de bilhões de dólares.

A farra do crédito fácil acabou
Com a inadimplência dos milhões de Johns, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Johns pararam de consumir porque não tinham crédito.

Mesmo quem não devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado. O medo dos Johns de perder o emprego fez a economia travar.
Recessão é sentimento, é medo do futuro. Mesmo quem pode, pára de consumir.
O FED (Federal Reserve, o Banco Central americano) começou a trabalhar de forma árdua, reduzindo fortemente as taxas de juros e as taxas de empréstimos interbancários. O FED também começou a injetar bilhões de dólares no mercado, provendo liquidez.
O governo Bush lançou um plano de ajuda à economia sob forma de devolução de parte do imposto de renda pago, visando incrementar o consumo. Porém, ainda não se sabe o resultado prático dessas medidas na economia real.

Essas ações foram corretas e, até agora, não é possível afirmar que os EUA estão tecnicamente em recessão.
O FED trabalhava. O mercado ficava atento e as famílias esperançosas.

Até que o impensável aconteceu
O pior pesadelo para uma economia: crise bancária, correntistas correndo para sacar suas economias, boataria geral, pânico.

Um dos grandes bancos da América, o Bear Stearns, amanheceu quebrado, insolvente. O FED, de forma inédita, fez um empréstimo ao Bear, apoiado pelo JP Morgan Chase, para que o banco não quebrasse. Depois disso o Bear foi vendido para o JP Morgan .

Mais recentemente as financiadoras de hipoteca FREDDIE MAC e FANNIE MAE também se viram em situação de quase insolvência. Rapidamente o congresso aprovou um plano de ajuda às duas empresas. Se elas quebrassem, teríamos um efeito cascata e o sistema desmoronaria.

O mercado e as pessoas seguem sem saber o que esperar. O que começou com o John, hoje afeta o mundo inteiro. A coisa pode estar apenas começando. Só o tempo poderá dizer o que vai acontecer.

E o John e sua família?

O John devolveu todos os bens para as financeiras e ainda ficou devendo um dinheirão. Aventou a possibilidade de devolver as plásticas da esposa, porém logo viu que era inviável. Mas pelo menos “os seios continuam lindos”, consola-se John.

Autor Desconhecido.

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Economia para blogueiros!

19 set 2008 Em: Post Cabeça

Nos últimos dias todos estamos ouvindo falar na impressa dessa tal crise que esta acontecendo no mercado americano, como falou em crise todo mundo já fica assustado e sempre vem aquele cara falando nas previsões, que isso não afeta o Brasil e um monte de bla bla bla…

Mas explicar o motivo da crise ninguém quer, então eu vou tentar explicar de uma forma bem simples o motivo da crise, e uma pergunta que muita gente deve estar se fazendo, “Porra os Estados Unidos estão em crise, e o dólar só aumenta, que merda é essa?”, não deve ser nessas palavras mas a síntese é essa!

Então como diria Jack, vamos por partes: Primeiro porque a crise, ela se dá uma vez que houve uma irresponsabilidade dos bancos americanos que emprestaram dinheiro (forneceram credito) principalmente no setor imobiliário que são as famosas hipotecas, uma vez que a economia estava aquecida os bancos emprestaram dinheiro sem muitos “critérios”, com isso muita gente meteu os pés pelas mãos e não conseguiu pagar a hipoteca, com isso o que muitos americanos fazem é simplesmente abandonarem suas casas literalmente para “fugirem” das cobranças dos bancos, com isso a casa entra e leilão, uma vez em leilão a casa todo o quarteirão acaba se desvalorizando, juntamente com a casa que custava X e que foi abandonada agora vale X-5, e isso provoca uma reação em cadeia onde vários acabam deixando os imóveis que passam a não valer mais nada, com isso o banco deixa de ter o ativo que tinha e acaba quebrando!
Isso é como a lei da oferta e da procura, quando tem muita procura o imóvel se valoriza o banco enche o bolso de dinheiro, ninguém querendo os imóveis e abandonando, logo não existe mais dinheiro.

Segunda coisa, porque o governo americano ajuda um banco e não ajuda o outro? Sabem o famoso menino mimado que quebra todos os vasos da casa da avó e não fica de castigo, mas quando o irmão mais novo quebra  sai de baixo! É mais ou menos isso, é como se fosse uma forma de mostrar a todos os bancos “Vamos parar de dar credito, se não vocês vão quebrar também!”, e ajudam os outros para que a economia do país não entre em uma recessão total.

Terceira coisa, o que essa crise tem de diferente da crise de 29? Pasmem, ABSOLUTAMENTE NADA, a origem da crise tem a mesma premissa mas naquela ocasião o governo saiu da jogada e deixou o mercado se virar, dessa vez não, com o que passou em 29 o governo aprendeu e agora injeta dinheiro para não deixar o mercado parar!

Quarta e mais importante, porque mesmo assim o dólar esta subindo? Como o Brasil é um pais emergente e um pais com juros altíssimos ele se torna muito rentável aos investidores que colocam seus dólares aqui no Brasil para ele render, com a crise no mercado americano os investidores tiram o direito do Brasil (especulação) e levam de volta para o mercado americano, fazendo com que exista uma oferta menor das verdinhas aqui no Brasil, e mais uma vez a lei da oferta e da procura! Outra coisa que faz com que o dólar suba em tempos de crise é o poder/valor que o dólar tem, como o mundo todo confia no dólar e na solidez da economia americana (vamos ver até quando) o governo solta no mercado muitos dólares, até a mais do que ele possui em seu tesouro nacional, e com mais verdinhas sendo comprada mais dinheiro para o governo americano, e voltamos mais uma vez com a lei da oferta e da procura, mas se paga um preço por se emitir mais dinheiro do que suas reservas que é a famosa inflação, mas isso é tema para outro post.

Se gostou, não entendeu, quer participar, quer acrescentar alguma coisa deixa ai nos comentários, lembrando que essa é uma visão BEM superficial do problema, mas já da para se ter uma noção!

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Como o assunto da vez é inflação resolvi explicar o que inflação e como ela acontece, sem aquele monte de ladainhas que os economistas falam, já aviso que essa não é a melhor definição, mas ela demonstra de uma forma, simples, rápida e com uma linguagem fácil, se você já sabe o que é inflação e como ela acontece nem continua lendo!

Vamos lá, a inflação acontece quando o dinheiro que você tinha ontem não vale mais a mesma coisa, por exemplo: Ontem eu comprava uma bala por R$ 1,00 hoje esse mesmo R$ 1,00 não compra a mesma bala porque ela custa R$ 1,20.

Aumentar os preços é uma pratica natural haja visto que estamos em um pais capitalista e essa forma de governo visa exclusivamente o lucro. Mas quando o aumento de preço de um determinado setor da economia, como por exemplo, o setor alimentício interfere em outros setores distintos. Complicado?

Quando o preço do açúcar para fazer um bolo sobe a ponto da Baba ter que pedir um aumento a seu patrão para poder comprar a mesma quantidade de açúcar que ela comprava antes, e esse mesmo patrão aumenta o preço de seus produtos e serviços para que ele possa pagar sua Baba para que ela continue comprando à mesma quantidade de açúcar ai esta consumada a inflação.

Complicou mais ainda, veja o quadro abaixo que ilustra de uma forma bem simples.

Para ver maior clique aqui ou na imagem.

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Quanto custa seu dinheiro?

27 mai 2008 Em: Post Cabeça

 Os mais novos podem não se lembrar, mas esse ano, mas especificamente em julho nossa moeda esta debutando. Implantando em julho de 1994[UPDATE] 1993 o plano real veio trazer ao Brasil uma economia mais estável e solida.

Mas não é sobre isso que quero falar, quero falar sobre quanto custa fazer uma cédula de real.

Fonte: Revista Super Interessante

 

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História da boneca Barbie

16 abr 2008 Em: Post Cabeça

Vendo uma garotinha brincando com uma boneca Barbie decidi ir atrás para saber onde e como tal brinquedo surgiu.

Tudo teve origem lá na Alemanha em 1952 com o jornal Bild-Zeitung apelidado de Bild pelos alemães. Como todos os jornais tem problemas para preencher todas as folhas, e é ai que entram os jogos e as tirinhas, como para o Bild isso não era diferente o ilustrador Reinhard Beuthien criou a personagem Lili.
Lili era uma loira de corpo escultural, com cintura fina, seios fartos, maquiagem e é claro, sempre de satlto alto mesmo estando apenas de calcina e sutiã, como é possível ver nas imagens abaixo.

 

Como sua aparencia era o esteriotipo de mulher daquela época, sua marca registrada era as piadas picantes estilo a nossa Radical Chique. O sucesso foi tão grande que logo a loirinha virou uma boneca para presentear os homens. Mas o que ninguem esperava era que as meninas gostassem tanto da boneca.

  

Passando pela alemana o casal dono da Mattel comprou alguns exemplares e levaram para seus engenheiros, nascia então a boneca mais famosa de todos os tempos em 1959. A copia foi tão critante que não houve como esconder e a Mattel resolveu pagar os direitos da boneca.

E o negocio foi tão bom para a Mattel que atualmente já foram vendiadas mais de 3 bilhões de bonecas no mundo todo, claro que com o passar dos anos ela passou por mudanças para se adequar aos gostos das meninas, mas, atualmente as vendas vem decaindo devido ao gosto das pequenas “mulheres” terem mudado, dando preferencia para a vaidade com a aparencia do que com brinquedos de plástico.

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